Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Justiça
Você está em:
/
/
Justiça

Notícia

'As ações de João Paulo Cunha se enquadram no crime de lavagem de dinheiro', diz ministro

O ministro Joaquim Barbosa passou a examinar as acusações de lavagem de dinheiro, no julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), ainda dentro do capítulo três da denúncia do Ministério Público. De acordo com ele, a SMP&B emitiu cheque nominal a ela própria, sem qualquer identificação de outro beneficiário. O Banco Rural não registrava o saque em nome do verdadeiro beneficiário, João Paulo Cunha. A própria SMP&B aparecia como sacadora. Essa informação falsa alimentava a base de dados do Banco Central e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). A esposa de João Paulo Cunha recebeu pessoalmente o dinheiro que já estava separado na agência, disse o ministro relator. “O verdadeiro portador dos recursos em espécie permaneceu oculto”. O dinheiro recebido “era fruto de crime contra a administração pública”.  Barbosa afirmou que "tudo isso foi mantido em sigilo pelo Banco Rural. Até que as diligências de busca e apreensão levassem à descoberta dos documentos ocultos pelos réus ao longo de dois anos". O relator afirmou que as ações de João Paulo Cunha se enquadram no crime de lavagem de dinheiro. "Assim, está demonstrado que o réu utilizou o sofisticado serviço de lavagem de dinheiro, através das contas bancárias das agências de publicidade de Marcos Valério, para receber os R$ 50 mil". Para Barbosa, a SMP&B conseguiu o desvio R$ 10 milhões da Câmara através da autorização de João Paulo Cunha para a terceirização dos contratos. "O crime está materializado. Apenas 0,01% dos serviços prestados no contrato da empresa foram executados", disse. “A SMP&B recebeu recursos públicos basicamente para contratar serviços de terceiros, que somaram quase R$ 11 milhões”.

Compartilhar