Gilmar Mendes entra com representação contra Carta Capital
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entrou com uma representação na Procuradoria Geral da República contra os jornalistas Leandro Fortes e Mino Carta da revista Carta Capital por ter divulgado uma lista que apontava o ministro como um dos beneficiados pelo caixa 2 da campanha de Eduardo Azeredo a reeleição do governo de Minas Gerais, em 1998. O esquema ficou conhecido como mensalão mineiro. A lista teria sido assinada pelo publicitário Marcos Valério, um dos 38 réus do mensalão que está em julgamento pelo STF. A lista afirma que o ministro teria recebido R$ 185 mil na época em que ocupava cargo de advogado-geral da União. A representação afirma que o ministro só passou a integrar a Advocacia-Geral da União (AGU) em 2000, e que somente por este fato, já se atestaria a veracidade do documento. Marcos Valério também negou a autenticidade da lista. A representação também afirma que um editorial assinado por Mino Carta, editor da publicação, teria atacado e reforçado a idéia de participação do ministro no mensalão mineiro. A representação alega que o editorial atenta contra a honra de Mendes. Um laudo pericial do Instituto de Criminalista da Polícia Civil de Minas Gerais, de junho deste ano, assegura que o documento, datado de 28 de março de 1999, foi criado no dia 27 de fevereiro de 2009. Gilmar Mendes, ainda acusa a revista de ser financiada por dinheiro público para “achacar a honra alheia”. Informações do Conjur.
