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‘A própria Procuradoria reconhece que o dinheiro pago a empresa Garanhuns se tratava de empréstimo’, diz defesa do ex-deputado federal

Valdemar Costa Neto , ex-deputado federal
A defesa do ex-deputado federal, Valdemar Costa Neto (PR-SP) relembrou a origem da coligação PT-PL, que aconteceu com a adesão de José Alencar à candidatura de Lula em 2002 e falou sobre as reuniões de negociações da chapa, principalmente as questões financeiras.  O advogado de Valdemar, Ávila de Bessa, contou sobre a reunião que definiu que o PT e o PL compartilhariam o caixa de campanha. Essa reunião teria acontecido no apartamento do deputado PauloRocha (PT-PA).  O ex-deputado federal é acusado pelo Ministério Público por ter recebido R$ 8,8 milhões do valerioduto e por ter utilizado uma empresa fantasma, a Guaranhuns, para disfarçar a origem do dinheiro. O advogado contou que o PT mandou o PL emprestar dinheiro para saldar dívidas de campanha: "tome um empréstimo e mais tarde pagaremos essa despesa de campanha", teria dito Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, para Valdemar. O advogado argumentou que Costa Neto não recebeu dinheiro para votar a favor do governo. "Esses pagamentos se relacionavam com uma outra causa". Ele voltou a alegar que o dinheiro era para pagar dívidas da campanha de 2002. Em relação à lavagem de dinheiro, crime também imputado a Valdemar, o advogado afirmou que “a própria Procuradoria reconhece que o dinheiro pago a empresa Garanhuns (Empreendimentos) se tratava de empréstimo". Bessa também questionou a acusação de formação de quadrilha. “Me parece impossível se configurar uma quadrilha num espectro factível colocado pelo Ministério Público dessa forma. Que quadrilha é essa que não se conhece? Que não se comunica? Que teria cometido somente um único crime?". Bessa afirmou que do ponto de vista penal, seu cliente deve ser absolvido. “Havendo dúvida razoável, não pode haver condenação. Ninguém aqui pode pretender ser absolvido e ganhar uma medalha no peito. As acusações demonstradas aqui são do ponto de vista moral, graves”, concluiu. 

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