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Defesas pretendem contestar votos resumidos de ministros no mensalão

Os advogados de defesa dos réus na ação penal do mensalão afirmam que vão protestar caso os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidam resumir seus votos, que começarão a ser ditos na próxima semana, para acelerar o término do julgamento. A segunda fase do processo é o voto dos 11 ministros e terá início no dia 16 de agosto. O relator, Joaquim Barbosa, tem quatro sessões para dar seu voto, o ministro revisor, Ricardo Lewandowski, tem o mesmo tempo, enquanto que não há prazo estabelecido para os outros membros da corte. "Não podemos admitir resumos em votos tão importantes", disse Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça e advogado de defesa de um dos réus. De acordo com ele, o mérito e a complexidade do caso em curso no Supremo exige que os ministros embasem seus votos em detalhes. O fato de o processo envolver 38 réus, com perfis diferentes, também seria motivo para evitar votos resumidos, na opinião do advogado de defesa Alberto Toron. "É um caso importantíssimo, em que réus tão diferentes foram reunidos em um único processo, não acredito que os ministros optem por proferir votos resumidos", disse Toron, que também defende um dos réus do processo, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP). Para tentar reverter uma possível decisão de algum ministro - ou do plenário da Corte - de pronunciar oralmente de forma sintetizada seus votos sobre a condenação ou inocência dos réus, a defesa poderia apresentar uma questão de ordem, uma forma de protesto e de pedir explicações a respeito da condição dos trabalhos. As informações são do Estadão. 

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