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‘Encontrar clientes foi transformado em algo criminoso’, diz advogado

O advogado de Vinicius Samarane, ex-diretor do Banco Rural, Maurício de Oliveira Campos Júnior, afirmou que seu cliente não participou da votação nem da concessão, nem de renovação dos empréstimos, à época do mensalão, pois seu cargo à época não era de gestão. "Vinicius não era nem diretor do ponto de vista estatutário", garantiu. Ele citou José Dumont, responsável pela concessão do dinheiro ao PT e às empresas de Marcos Valério. Além disso, a defesa sustentou que as rotinas bancárias, como encontrar clientes, foi transformada em algo criminoso quando o escândalo estourou. Ele citou o exemplo em que Kátia Rabello falou sobre um encontro com o ex-ministro José Dirceu. "Encontrou-se com ele em local público, não nos gabinetes". O ministro Dias Toffoli fez a primeira pergunta durante o julgamento. Ele perguntou a Campos Júnior se alguma vez o Banco Rural recorreu de alguma ajuda. O advogado respondeu que sim, houve uma negociação de parte dos créditos e que iria repassar as informações aos ministros.

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