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Thomaz Bastos busca desconstruir alegação da procuradoria

Thomaz Bastos, advogado do ex-vice-presidente do Banco Rural
O primeiro a defender seu cliente, na sessão de julgamento do mensalão desta quarta-feira (8), foi Marcio Thomaz Bastos, advogado do ex-vice-presidente do Banco Rural José Roberto Salgado. Ele afirmou aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que as únicas acusações feitas contra o Salvado em relação aos falsos empréstimos feitos a Marcos Valério foram feitas por um ex-funcionário do banco que, segundo ele, é um "falsário". O advogado tentou mostrar falhas no depoimento de Carlos Gondim, afirmando que ele não foi citado na sustentação oral da procuradoria, porque "é um falsário". "Está provado que ele falsificou um documento. Ele dizia que conhecia a fundo o processo, entretanto submetido ao crivo do contraditório, ele não resistiu". O advogado sustentou que Salgado não ocupava função que se envolvesse com empréstimos, realizados a empresas de Marcos Valério e ao PT. "Ele dirigia uma área internacional, uma área de câmbio do banco", disse. "Esses empréstimos foram dados em 2003, e só em abril de 2004 ele se tornou vice-presidente do Banco Rural”. Bastos buscou desconstruir a alegação da procuradoria de que o Banco Rural nunca esperava receber de volta o dinheiro dos empréstimos a Marcos Valério e ao PT, caracterizando doação em troca de benefícios. "Isso é uma construção mental, que não se justifica que não se sustenta", alegou.

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