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Defesa de funcionária de Valério diz que ela não tinha autonomia

Simone Vasconcelos,ex-diretora financeira das agências de Valério
Começou a sustentação oral do advogado Leonardo Isaac Yarochewski, defensor da ex-diretora financeira das agências de Valério, Simone Vasconcelos. De acordo com Leonardo, Vasconcelos apenas cumpria ordens e que não tinha autonomia. O advogado afirmou que sua cliente se apresentava na agência onde pagava aos parlamentares, mas ela ficava sabendo só depois para quem eram os beneficiários dos recursos desviados e prestava contas a Valério sobre isso.  Ele afirmou que “o procurador insiste que esse empréstimo não é legal. Nós temos vários laudos (que provariam a legalidade)". Além disso, Leonardo disse que "isso remonta à Idade Média, em que o indivíduo era punido por aquilo que ele era, remonta ao Código de Hamurabi. O que mais se faz nesse processo é culpar pessoas pelo cargo que ocupava, ou porque ocupava cargo em determinado banco, ou em determinado partido, ou em determinada agência de publicidade”.  Para o defensor, Simone era apenas uma assalariada da empresa SMP&B, que tinha carteira assinada, trabalhava em uma sala inferior, chamada de porão, tudo para caracterizar sua cliente como uma humilde trabalhadora entre homens poderosos.

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