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Diretor de fórum afirma que há quatro anos alertava ao TJ-SP sobre a falta de segurança

Na última quarta, um homem matou um advogado durante uma audiência

A direção do Fórum de São José dos Campos afirmou que há quatro anos alerta o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) sobre a falta de segurança. O juiz diretor José Loureiro Sobrinho disse que desde 2008 pede ao TJ-SP a contratação de seguranças para controlar o acesso de pessoas ao tribunal, e que a autorização só liberada agora. O juiz informou que o detector de metais está desligado desde a sua instalação por não haver pessoal treinado para operá-lo.

O equipamento deixou de ser usado, pois toda pessoa que passava com anel, brinco, ou qualquer tipo de metal era parada na entrada e atrapalhava o fluxo de entrada. O diretor prometeu reativar o sistema de segurança com a contratação do reforço policial. Com o equipamento desativado, foi possível a entrada do montador industrial Sérgio Marcondes dos Santos, de 50 anos, armado. Ele atirou contra a ex-mulher e matou o advogado José Aparecido Ferraz Barbosa, que a acompanhava.

Loureiro também criticou o descaso da Justiça com a segurança dos servidores do fórum. Apenas dois policiais militares fazem a segurança do local durante o expediente. A Corte paulistana afirmou que praticamente todos os 44 fóruns distritais e 271 comarcas do interior, além dos 13 fóruns regionais da capital, com exceção dos prédios novos ou alugados, possuem dispositivos de segurança. O magistrado ainda destacou a necessidade de ter uma vara especializada para tratar da Lei Maria da Penha para evitar esse tipo de tragédia.

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