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DPU reduz atendimento a partir desta segunda-feira por falta de estrutura

O atendimento das unidades da Defensoria Pública da União (DPU) será reduzido a partir desta segunda-feira (16). As unidades atenderão apenas casos urgentes na chamada operação padrão. De acordo com a Associação Nacional dos Defensores Públicos da União (Anadef), a redução no atendimento é decorrente da falta de estrutura dos órgãos, que contam com apenas 470 defensores em todo país. O presidente da Anadef, Gabriel Faria Oliveira, afirmou que as unidades precisam ampliar o número de defensores para 800 para atingir as metas estabelecidas. Segundo Oliveira, os defensores estão “esgotados” e trabalham como “atendentes, psicólogos, assistentes sociais, motoristas” e ainda “pagam pedágio do próprio bolso”. O atendimento será suspenso até o governo enviar projetos de estruturação da DPU, com a criação de pelo menos 800 vagas para defensores públicos, carreira de apoio e funções gratificadas. O presidente da associação ainda disse que o governo federal tem ignorado os pedidos dos defensores públicos. No último concurso, foram aprovados 150 advogados para os cargos, mas ainda não tem data prevista para nomeação. Segundo nota enviada pela Anadef à imprensa, o Planalto poderá cortar 50% das vagas do Projeto de Estruturação da Defensoria da União. A União tem, atualmente, 3,6 mil juízes trabalhistas, 1,8 mil juízes federais, 1,7 membros do Ministério Público da União, 8,5 mil advogados públicos federais. A Anadef informou que, diariamente, cerca de 1,2 mil pessoas carentes são atendidos pela DPU em todo país.

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