Defesa de Ustra consegue documentos do Exército para provar que não participou da morte de Merlino
A defesa do ex-coronel da reserva, Carlos Alberto Brilhante Ustra, conseguiu com o Exército documentos que comprovaram que Ustra não estava em São Paulo no dia da morte do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, em julho de 1971. Os documentos serão utilizados no recurso contra a sentença que condenou Ustra a pagar R$ 100 mil de indenização à família do jornalista. A defesa afirma que os documentos são da caserna, que registram a aços de cada militar. O advogado Paulo Alves Esteves afirmou ainda que o ex-coronel, no dia da morte do jornalista, estava em Porto Alegre e que sua missão era acompanhar o encontro de Merlino com outros integrantes da organização da qual ele fazia parte. A ideia é comprovar a versão oficial da morte do jornalista. O documento oficial declara que Merlino foi morto “ao fugir da escolta que o levava para Porto Alegre, na estrada BR-116, foi atropelado". Ex-presos políticos contestam a versão apresentada e disseram que o jornalista foi torturado por 24 horas ininterruptas a mando de Ustra. Depois foi abandonado na solitária e morreu em decorrência de problemas circulatórios causados pela tortura. Informações do Estadão.
