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STF mantém quebra de sigilo bancário da Data Traffic

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta quarta-feira (27), o pedido da empresa Data Traffic para impedir a quebra de sigilos bancários, fiscal e telefônico. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) solicitou a quebra do sigilo, pois a empresa é alvo das investigações por ter supostas ligações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. O pedido foi negado pela ministra Rosa Weber, que entendeu que, ao contrario do que a empresa sustenta, a quebra de sigilo pode apontar uma série de indícios que precisam ser apurados pela comissão. Weber também negou o pedido da empresa para diminuir o tempo de quebra de sigilo, fixado em 10 anos. De acordo com a ministra, as investigações da CPMI apontam para uma atuação de mais de 17 anos do grupo comandado por Cachoeira. Um dos sócios da Data Traffic é o irmão do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que defende na CPMI o senador Demóstenes Torres, atualmente sem partido, e o governador Marconi Perillo (PSDB-GO). A Polícia Federal informou que os representantes da empresa se reuniram com integrantes da organização criminosa de Cachoeira.

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