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Comissão do Senado aprova cotas nas universidades federais

Depois de quatro anos parado à espera de votação no Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (6), projeto que estabelece o sistema de cotas raciais e sociais nas instituições federais de educação superior. O projeto determina que 50% das vagas nessas instituições sejam destinadas aos alunos que estudaram em escolas públicas no ensino médio.  Essas vagas também têm que ser divididas proporcionalmente à quantidade de negros, pardos e índios fixada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em cada estado. Ou seja, em um estado como a Bahia, onde a maioria da população é negra, grande parte das vagas para alunos oriundos de escolas públicas será destinada a estudantes que também têm origem negra. O projeto também estabelece que, do total de 50% de vagas destinadas às cotas, metade delas tem que ser reservada a alunos oriundos de famílias que recebem até 1,5 salário mínimo por integrante.  Relatora do projeto na comissão, a senadora Ana Rita (PT-ES) defendeu o sistema misto de cotas por considerá-lo mais justo ao país. A senadora Marta Suplicy (PT-SP), que defendeu o relatório da petista, afirmou que o Brasil precisa pagar a dívida que mantém com os estudantes negros. Com a aprovação na CCJ, o projeto segue para análise de duas comissões do Senado e ainda precisa passar pelo plenário da Casa. Informações do site Folha de São Paulo. 

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