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Comissão de Anistia nega indenização ao Cabo Anselmo

Foto: Divulgação
Na noite da última terça-feira (22), a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça decidiu negar o pedido de reparação ao ex-marinheiro José Anselmo dos Santos, de 70 anos, conhecido como Cabo Anselmo. Por 12 votos a zero, a comissão indeferiu o pedido de anistia do ex-militar. “Esta comissão reconhece a declaração de anistiado político e pedido de desculpas do Estado a quem foi perseguido. Anselmo atuou e contribuiu de forma sistemática para a tortura, perseguição de pessoas e perpetração de outros ilícitos”, argumentou o ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos Nilmário Miranda, relator do processo. Anselmo havia protocolado o pedido de anistia no ministério em 2004, alegando que, antes de colaborar com o regime na década de 1970, foi perseguido, preso e exilado. Pelos danos sofridos, Cabo Anselmo pediu à Comissão de Anistia uma reparação no valor de R$ 100 mil. A Comissão de Anistia também refutou o argumento de que Cabo Anselmo seria um agente infiltrado em atuação na resistência à ditadura. O jornalista Mário Magalhães, convocado como testemunha, trouxe a público o audio de uma entrevista concedida por Cecil Borer, ex-diretor do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) da Guanabara, morto em 2003. Na entrevista concedida em 2001, Borer afirma que Anselmo trabalhava para o regime já em 1964. “Trabalhava para a Marinha, trabalhava para mim, trabalhava para a americana [em referência à CIA]”, dizia o áudio. Informações do site Agência Brasil. 

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