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Caso Neylton: Promotor diz que haverá 'maior absurdo jurídico' se réus não forem condenados

Por Cláudia Cardozo

O primeiro dia do julgamento dos acusados pelo assassinato do servidor Neylton da Silveira terminou por volta das 22h30 desta quinta-feira (17). Foram escutadas todas as testemunhas, entre elas a viúva e filho – como declarantes – a perita criminalista Nilcéia Santiago dos Santos e o médico perito legal Cassemiro José de Oliveira Gomes. Ao todo, 11 pessoas falaram. Para o promotor Davi Gallo, a apresentação do laudo técnico foi suficiente para esclarecer ao júri como o crime aconteceu. Ele enfatizou que os peritos explicaram o documento sem utilizar termos técnicos e reconstituíram os fatos para comprovar todo o espancamento sofrido por Neylton antes que ele fosse atirado do nono andar e que muitas lesões eram decorrentes das agressões e não da queda, como foi argumentado. Gallo afirmou que o vídeo do interrogatório dos réus exibido na manhã desta sexta (18) reforça toda a tese apresentada no laudo. Segundo o promotor, se os réus não forem condenados, “pode ser o maior absurdo jurídico já presenciado pelos tribunais”.

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