Joaquim Barbosa nega pedido de separação do processo do mensalão
O relator do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, rejeitou mais uma vez a tentativa de desmembrar o processo em duas partes. O pedido de separar o processo foi feito pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, que defende o ex-diretor do Banco Rural, José Roberto Salgado. A decisão foi tomada pelo ministro no dia 2 de maio, mas só foi divulgada nesta terça-feira (8). Bastos alegou que seu cliente tem o direito de ser processado pela Justiça Comum por não ter direito ao foro privilegiado. Somente três dos 38 réus do mensalão têm o foro privilegiado, que só podem ser julgados apenas pelo STF. São eles os deputados João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry Neto (PP-MT). No final do ano passado, Barbosa já havia negado o pedido de separação do processo solicitado por Bastos, que queria que o pleito fosse analisado pelo plenário. O pedido foi negado pelo fato da Corte do STF ter decidido julgar a matéria na íntegra. A ação tramita no Supremo desde 2007. Crimes com penas menores, em tese, já prescreveram no ano passado devido à demora no julgamento. Para ir a julgamento este ano, o relator do caso Joaquim Barbosa e o revisor Ricardo Lewandowski precisam liberar os seus votos.
