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TJ-PA determina prisão de envolvidos em massacre de Eldorado

José Maria Pereira de Oliveira e Mário Pantoja
O juiz Edmar Pereira, da 1ª Vara do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA) determinou, nesta segunda-feira (7), a prisão do coronel Mário Colares Pantoja e do major José Maria Pereira de Oliveira, os únicos condenados pela ação da Polícia Militar que resultou na morte de 19 trabalhadores sem- terra em Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. Ex- comandante da PM do Pará, Pantoja foi condenado a 228 anos, e o major Oliveira, a 158 anos. Ambos estavam em liberdade devido ao habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitam que recorressem da condenação, soltos. O juiz Edmar Pereira, expediu o mandado de prisão para que eles comecem a cumprir as penas, em regime fechado. O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Pará, Ulisses Manaças, comemorou o resultado. "O MST está entusiasmado com a decisão judicial. Mesmo sendo um fato antigo, o massacre é emblemático para o MST e para os direitos humanos", afirmou.
 
O Massacre de Eldorado
O confronto com policiais ocorreu em 17 de abril de 1996 no município de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, quando 1,5 mil sem-terra que estavam acampados na região decidiram fazer uma marcha em protesto contra a demora da desapropriação de terras na rodovia PA-150. A Polícia Militar foi encarregada de tirá-los do local. Além de bombas de gás lacrimogêneo, os policiais atiraram contra os manifestantes. Informações UOL.

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