Vice-presidente da Câmara Legislativa do DF pode ser processado por tortura
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DFT) inocentou a auxiliar de ensino infantil, Tatiane Alves de Jesus, da acusação de denúncia caluniosa contra o atual vice-presidente da Câmara Legislativa do DF, Márcio Michel Alves de Oliveira (PSL). A auxiliar disse ter sido torturada, em 2009, na época em que o deputado, conhecido como Doutor Michel, chefiava 35ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho (DF). O caso chegou à Corregedoria da Polícia Civil que inocentou o então delegado e determinou que Tatiane respondesse pelo crime de denúncia caluniosa. Com a decisão da Justiça em favor de Tatiane, cabe agora ao Conselho Especial do tribunal decidir se o deputado responderá criminalmente às acusações de tortura. Michel nega as acusações. A ex-empregada doméstica afirma ter sido mantida incomunicável das 13h do dia 16 até as 18h do dia 17 de julho. Depois de ser ameaçada e coagida pelos policiais, ela foi levada para a sala do então delegado Michel. Tatiane alega que o delegado bateu em suas mãos por duas ou três vezes com um cassetete de borracha. Ele também ameaçou bater nos pés, caso ela não dissesse os nomes dos assaltantes. Sob tortura, Tatiane acabou assinando um termo de confissão. “Eu contei o que havia acontecido, mas o Doutor Michel não acreditou na minha versão. Eu fiquei por mais de 24 horas na delegacia e durante esse tempo fui torturada psicologicamente e fisicamente, com golpes de cassetetes nas palmas das mãos”, contou. Informações Última Instância.
