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Violação de direitos humanos sofridos pela população indígena será denunciado no Rio+20

Os crimes contra os direitos humanos sofridos pela população indígena brasileira poderão ser denunciados pelas associações indígenas durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontecerá em junho deste ano, no Rio de Janeiro. A representante da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Sonia Guajajara, afirma que a ideia é usar o espaço para dar visibilidade às violações de direitos humanos e a violência que o povo indígena vive no Brasil. A declaração foi feita a Agência Brasil, durante a participação do seminário internacional que definirá a metodologia da Cúpula dos Povos.

De acordo com Sonia, os indígenas consideram um retrocesso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que transfere do Poder Executivo para o Congresso Nacional a demarcação e homologação de terras indígenas e quilombolas e o Código Florestal. Outra grande preocupação apontada por Sonia é os grandes empreendimentos hidrelétricos, que promovem climas de tensões sobre os territórios indígenas, que violam os direitos dos índios.

Acampamento Terra Livre: A comunidade indígena brasileira se reunirá a partir do dia 17 de junho, no entorno do Aterro do Flamengo, para participar do Acampamento Terra Livre, instância máxima de deliberação dos povos indígenas do Brasil, que há oito anos é montado em Brasília. As organizações participantes de cinco regiões brasileiras levarão à Cúpula dos Povos representações locais e estaduais para uma discussão política. O movimento também está articulado com organizações indígenas da América Latina.

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