Desembargadora critica lentidão da Justiça e acredita em demarcação de terras indígenas
A desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, e uma das fundadoras da Associação de Juízes pela Democracia (AJD), Kenarik Baujikian, afirmou que a lentidão da Justiça Brasileira para finalizar os processos relacionados às homologações de terras indígenas colabora para aumentar o clima de tensão e violência em as áreas de conflito, em especial no estado de Mato Grosso do Sul. Durante a participação da Aty Guasu, assembleia do povo indígena Guarani-Kaiowá, do Mato Grosso do Sul, a desembargadora analisou que a lentidão do Judiciário colabora para que tanto os índios, quanto os fazendeiros, partam para o conflito para defender o seus direitos. Ela considera que o Judiciário cria mais injustiça ao não saber dos reflexos do descumprimento de sua obrigação.
A desembargadora afirma que os processos de demarcação e homologação de terras indígenas não podem tramitar por anos nos tribunais sem uma definição. Considera que a demora reforça problemas como a violência e tensões dentro das comunidades indígenas. Além disso, ressalta que demora de um decisão judicial cria instabilidade econômicas para os envolvidos. Baujikian também responsabilizou o Poder Executivo na solução dos problemas indígenos. A Aty Guasu termina neste sábado (3) e reúne 250 lideranças, que representam 45 mil índios das etnias Guarani-Kaiowá e Nhandéwa, de 26 municípios de Mato Grosso do Sul. Ao fim do encontro, divulgarão as reivindicações que serão encaminhadas as três esferas de Poder. As informações são da Agência Brasil.
