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Ministro do STJ quer prisão para servidores públicos que enriqueceram de forma ilícita

Foto: Divulgação
O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), defendeu a criminalização do enriquecimento ilícito de servidores públicos, inclusive de magistrados, na última sexta-feira (24), durante a primeira audiência pública da Comissão de Reforma do Código Penal no Senado. Dipp propõe a tipificação do crime com pena de reclusão, com base na Lei de Improbidade, que prevê sanções de caráter civil, como pagamento de multa, devolução do dinheiro desviado do erário e suspensão dos direitos políticos. O ministro lembrou que o Brasil é signatário de uma convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) para o combate à corrupção.

Dipp defendeu também que servidor que tenha patrimônio incompatível com seu rendimento, e não justifique de onde veio, deva ser processado criminalmente. A penalidade proposta será válida para todos os servidores, inclusive para os magistrados e membros do Ministério Público, até mesmo para os não concursados. O ministro enfatizou que se um membro do Judiciário, ou do MP cometer algum dos crimes que estão no Código Penal, responderá a um inquérito ou ação penal, não por ser membro do Poder Judiciário, mas por ter cometido um crime que está enquadrado no código penal.

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