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Ex-petroleira acusa sindicato de ‘trair’ acordo

Uma ex-funcionária da Petrobras, Edilene Farias, faz uma campanha nas redes sociais em que acusa a o sindicato da empresa de ter “traído” um acordo de apoio aos funcionários demitidos. Ela também pede apoio financeiro por motivos de saúde. Leninha, como é conhecida, diz ter sido demitida por perseguição política. Ela foi dispensada em 2009 sob a alegação de que teria abandonado o emprego. Ao entrar na Justiça do Trabalho, conseguiu a reintegração do INSS e o pagamento dos seus medicamentos, porém, depois de 90 dias, o juiz que deu a sentença a favor revogou. Ela diz que sua doença, a Polineuropatia, é fruto de seu antigo trabalho.

De acordo com Leninha, o sindicato dos petroleiros, desde a década de 90, criou um fundo de greve para manutenção dos chamados “demitidos políticos”, dando uma assistência com a arrecadação ordinária de 1% dos salários para qualquer eventual assistência médica. Ela recebeu este auxilio até dezembro de 2011.

Para a surpresa de Leninha, o coordenador da empresa, Paulo Cesar, escreveu para ela e disse que este fundo de greve nunca existiu. “Ele diz que o sindicato mudou de nome, e, por isso, não deve nada. Mas se fosse assim, todo mundo teria que se sindicalizar de novo”, disse e ainda acusou a empresa: “a Petrobras continua recolhendo o dinheiro dos trabalhadores. A única coisa de diferente foi cortar a minha assistência”, afirmou. Questionada sobre o verdadeiro motivo de sua demissão, a ex-petroleira associou sua saída a uma divergência política com os atuais representantes da empresa e do sindicato. “O sindicato e a Petrobras são petistas, fui demitida por questões políticas, então a única maneira de se livrar de mim foi dessa forma, mas tenho todos os documentos para provar o contrário”.

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