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Para presidente da OAB-RJ, Caso Herzog deve ser esclarecido pela Comissão da Verdade

Damous afirma que morte do jornalista é um dos episódios a ser esclarecido

Com a descoberta do autor da fotografia do suposto suicídio do jornalista Vladimir Herzog pela reportagem da Folha de São Paulo, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – regional Rio de Janeiro (OAB-RJ) Wadih Damous, afirmou à reportagem do jornal que “esse é um dos muitos episódios da época da ditadura a ser esclarecido, o que será papel da Comissão da Verdade já aprovada em lei”. Damous lembra que está mais do que na hora de a presidente Dilma nomear os integrantes da comissão. Ele é um dos nomes cotados para compor o grupo que terá a missão de identificar os responsáveis pelas mortes, torturas, desaparecimentos e demais violações de direitos humanos no período da ditadura militar, ocorridas entre 1964 e 1988.

Foto histórica: O jornalista Vladimir Herzog foi morto, em 1975, numa cela do DOI-Codi, em São Paulo. Os militares informaram, na época, que o jornalista havia se suicidado. A foto, registrada pelo fotógrafo da Polícia Civil de São Paulo, Silvaldo Leung Vieira, na época com 22 anos, ajuda a desmontar a tese de suicídio. Silvaldo foi recrutado pelo Departamento de Ordem Social e Política (Dops) para fazer uma de suas primeiras “aulas práticas”: registrar um cadáver. Silvaldo afirmou à Folha que ainda carrega “um triste sentimento por ter sido usado para montar essas mentiras”. Ele foi autor de outra fotografia que nunca foi divulgada, a do suposto suicídio do metalúrgico Manoel Fiel Filho, que morreu em situação parecida a de Herzog. As duas mortes foram decisivas para aumentar a insatisfação contra a Ditadura Militar.

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