Ministério da Justiça vai investigar câmeras piratas em presídios de segurança máxima
Das 210 câmeras de monitoramento do presídio de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná, apenas 93 estão em funcionamento. Essa informação foi revelada, em relatório reservado, à Seção de Execução Penal de Catanduvas.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou a abertura de processo administrativo para apurar supostas irregularidades na compra de câmeras e microfones, porque uma das suspeitas é de que esses equipamentos dos presídios de Catanduvas e de Campo Grande, no Mato Grosso, são produtos contrabandeados do Paraguai para o Brasil, ou seja, piratas.
"As câmeras são muito ruins e os microfones também. Precisam ser substituídos com urgência", disse o ex-diretor da penitenciária de Catanduvas, Rogério Sales.
O ex-diretor deixou o cargo no mês passado depois de alertar o Ministério da Justiça sobre o caráter perigoso das falhas constatadas na vigilância do presídio. De acordo com Sales, o perfeito funcionamento das câmeras é essencial para evitar eventuais fugas, rebeliões e até para assegurar a livre movimentação dos agentes dentro do presídio. As falhas foram apontadas por agentes penitenciários e confirmadas em apuração do Ministério Público e da Seção de Execução Penal de Catanduvas.
Os presídios de Catanduvas e de Campo Grande foram construídos no primeiro mandato do ex-presidente Lula e apresentados como o último modelo em termos de estrutura e tecnologia para controle de presos de alta periculosidade.
