Para presidente da OAB, AMB só está preocupada com magistrados
Um ato público contra o ‘esvaziamento” do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está sendo organizado para o próximo dia 31, em Brasília, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O protesto é para pressionar o retorno da discussão sobre os limites de poder do CNJ em apurar desvios éticos na magistratura. Em fevereiro, quando recomeça o ano no Judiciário, o tema deve voltar para a pauta do Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcanti, afirmou em entrevista para o Terra Magazine, que o ato representa a visão da sociedade e que é “o Brasil falando ao Supremo sobre a importância do CNJ”. Ophir vê corporativismo no posicionamento da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e que a entidade está mais preocupada com a posição dos magistrados do que com a Justiça como um todo. Afirmou que o Judiciário não pertence ao juiz, e que não se pode exercer a independência de um poder para “fortalecer os seus membros, mas para fortalecer a sociedade”.
Cavalcanti avalia também que falta transparência no Judiciário Brasileiro, e que é necessários expor como estão sendo aplicadas as verbas destinadas ao setor. Defende também uma maior abertura para sociedade e “diga por quanto tempo existe um processo, porque não julga”. Considera que a sociedade deve ser aliada do Judiciário, e que o controle das ações dos magistrados devem ser feitos pelo CNJ, por representar “a vontade do cidadão em ter um Judiciário mais próximo de si, que preste contas para sociedade” nos atos de julgar.
