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Para tribunal de comércio americano, X-Men não são humanos

O Tribunal Internacional de Comércio dos Estados Unidos considerou que os personagens da série X-Men não são humanos, e que seus brinquedos tampouco representam gente de carne e osso. Para o tribunal, os personagens da Marvel, editora que publica as histórias em quadrinhos do X-Men, devem ser considerados como uma nova espécie.

O entendimento do tribunal encerra um processo iniciado pela Toy Biz, que fabricava os bonecos, há mais de dez anos. De acordo com um sistema de tarifa já extinto, os impostos sobre importação e exportação de personagens humanos eram mais altas do que sobre os brinquedos que não representam a espécie humana. As tarifas para bonecos, que são considerados como representação humana, eram de 12%, enquanto para os demais brinquedos era de 6,8%.

A autora da ação importava os brinquedos da China. Para a empresa, os personagens da Marvel como o X-Men, Homem-Aranha, Hulk e Quarteto Fantástico, se encaixam em qualquer categoria, menos a de humanos. Desta forma, como representam meta-humanos, mutantes ou alienígenas, o imposto pago deveria ser mais baixo. Mas a vitória é sem conteúdo, pois a Toy Biz virou uma divisão de outro fabricante de brinquedos, a Mattel. A multinacional Hasbro é quem detém agora, até 2017, a licença para fabricar os brinquedos.

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