Para presidente da OAB-RJ, atitude das associações de magistrados coloca a sociedade brasileira contra o Judiciário
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Rio de Janeiro, Wadih Damous, afirmou em entrevista para à Agência Brasil, que as críticas feitas pelas associações de magistrado à corregedora Eliana Calmon, do Conselho Nacional de Justiça, tem colocado a sociedade brasileira contra o poder judiciário. E que as insinuações tem demonstrando um desejo de desmoralizar a ministra e enfraquecer seu papel como corregedora.
Damous acredita que o ataque ao CNJ tem como objetivo esvaziar suas atribuições e seus poderes, principalmente os correcionais. Para ele, o caso é preocupante, principalmente em “momento em que o CNJ desnuda determinadas práticas que deixam mal certos magistrados e segmentos da magistratura.” O presidente da OAB-RJ, com base em fóruns de discussões na internet, cogita a possibilidade de um afastamento das entidades classistas da maioria dos magistrados, que segundo ele, é composto na maioria de mulheres e homens honrados. “Isso pode demonstrar que as associações de magistrados estão no caminho errado”, afirma.
Para Damous, parte desses setores da magistratura não quer transparência e a democratização do Judiciário, e lembrou que o Poder Judiciário foi o último a se democratizar e que o CNJ foi criado pela Emenda 45 da Constituição, em 2004, por conta dos clamores da sociedade. Também considera que essas atitudes são “pautadas por um extremo corporativismo, que dá as costas aos anseios sociais de maior transparência do Poder Judiciário, de uma democratização mais ampla, maior aproximação dos juízes com o povo”.
