MP suspende convocação de aprovados no concurso da Câmara Municipal de Salvador
O excesso de notas 100 nas provas de redação do concurso público da Câmara Municipal de Salvador, realizada em fevereiro deste ano, levantou suspeita entre os candidatos as vagas. O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), a partir de denuncias dos participantes da prova, pediu a suspensão da convocação dos aprovados, por reconhecer indícios de fraudes no processo seletivo. Apenas os candidatos ao cargo de consultor jurídico serão convocados por não terem sido submetidos a essa prova.
A aplicação da nota máxima nas redações chamou a atenção. A procuradora Rita Tourinho solicitou a empresa responsável pelo concurso que encaminhasse as provas para o MP-BA. A Assessoria em Organização de Concursos Públicos Ltda (AOCP), de Maringá (PR), foi convidada pelo MP a participar de audiência marcada para o dia 10 de janeiro, em Salvador. Dos 144 aprovados, 55 tiraram nota 100 e os demais tiveram notas entre 90 e 98. A assessora técnica da diretoria administrativa da Câmara de Salvador e coordenadora do concurso, Tatiana Góes, ressaltou em entrevista ao Jornal A Tarde, que a Câmara de Salvador não interferiu no processo de seleção, e nem teve acesso às provas.
Na época, Góes era coordenadora de Recursos Humanos na Câmara Municipal. A assessora afirmou também que a AOCP foi a única empresa habilitada a participar da concorrência pública feita pela Câmara, e que as demais foram desclassificadas na primeira fase da licitação por falta de documentos. Além disso, a empresa apresentou o menor valor para inscrição dos candidatos, que pagaram R$ 40 para os cargos de nível superior e R$ 30 para os de nível médio. O último concurso realizado na Câmara de Salvador aconteceu 1987. Através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o MP garantiu a realização das provas no último mês de fevereiro para renovação dos quadros. Foram abertas 117 vagas e 208 para cadastro de reserva. Participaram aproximadamente 39 mil pessoas.
A aplicação da nota máxima nas redações chamou a atenção. A procuradora Rita Tourinho solicitou a empresa responsável pelo concurso que encaminhasse as provas para o MP-BA. A Assessoria em Organização de Concursos Públicos Ltda (AOCP), de Maringá (PR), foi convidada pelo MP a participar de audiência marcada para o dia 10 de janeiro, em Salvador. Dos 144 aprovados, 55 tiraram nota 100 e os demais tiveram notas entre 90 e 98. A assessora técnica da diretoria administrativa da Câmara de Salvador e coordenadora do concurso, Tatiana Góes, ressaltou em entrevista ao Jornal A Tarde, que a Câmara de Salvador não interferiu no processo de seleção, e nem teve acesso às provas.
Na época, Góes era coordenadora de Recursos Humanos na Câmara Municipal. A assessora afirmou também que a AOCP foi a única empresa habilitada a participar da concorrência pública feita pela Câmara, e que as demais foram desclassificadas na primeira fase da licitação por falta de documentos. Além disso, a empresa apresentou o menor valor para inscrição dos candidatos, que pagaram R$ 40 para os cargos de nível superior e R$ 30 para os de nível médio. O último concurso realizado na Câmara de Salvador aconteceu 1987. Através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o MP garantiu a realização das provas no último mês de fevereiro para renovação dos quadros. Foram abertas 117 vagas e 208 para cadastro de reserva. Participaram aproximadamente 39 mil pessoas.
