Para juízes, excesso de trabalho causa lentidão na Justiça
O excesso de trabalho dos magistrados é o que prejudica a tramitação dos processos em tempo razoável. Ao menos é o que acredita mais de 80% dos juízes que participaram de uma pesquisa realizada na página do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na internet. O objetivo era saber se o volume de trabalho atribuído permite que os profissionais concluam os processos no prazo previsto na legislação. O questionário foi respondido voluntariamente por 803 juízes, desses, 645 responderam que a carga de trabalho atrasa os processos.
O grau de insatisfação com a segurança também foi evidenciado. Quase 80% dos magistrados classificam a segurança como ruim ou péssimo. Mas para o diretor de Gestão Estratégica do CNJ, Fabiano de Andrade Lima, o item deve ser analisado com cuidado, já que a pesquisa foi realizada um mês depois do assassinato da juíza Patrícia Accioli. Outros pontos como espaço e condições de trabalho, como conforto, atualização profissional e tratamento dispensado pelas instancias superiores também foram avaliados pelos juízes. Com relação a satisfação profissional, mais de 80% disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos, e só 2,1% responderam que estão muito insatisfeitos.
Os dados apontaram também que 94,8% dos participantes disseram ser juiz de primeiro grau, sendo que 63,1% trabalham em unidades judiciais do interior e 41,5% estão na carreira entre três a dez anos. Participaram da pesquisa as 25 unidades federativas, com destaque para São Paulo, com 15,3%, Minas Gerais, 14,2% e Pernambuco, com 7,8%. Nenhum magistrado de Roraima ou do Amapá participou da pesquisa, assim como nenhum ministro de tribunal superior.
