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Juiz britânico livra pedófilo de prisão por achar que convívio com criminosos pioraria sua situação

O juiz britânico Alistair McCreath poupou o pedófilo Christopher Arno, de 21 anos, da prisão por achar que o convívio com outros criminosos pioraria a situação de Arno. A condenação de 18 anos de prisão por armazenar mais de 800 fotos de pornografia infantil em um computador foi trocada por 12 meses de serviços comunitários, inclusão do nome na lista de agressores sexuais da polícia, busca por orientação psicológica e a usar um computador com câmera para registrar todas as suas ações pelos próximos cinco anos.
 
A polêmica decisão do juiz foi baseada por não haver indícios de que ele tenha abusado de fato alguma criança e que o convívio com outros pedófilos poderia fazer dele uma pessoa nociva para a sociedade. A polícia de Kent, condado situado no sudoeste da Inglaterra, achou mais de 800 fotos de pornografia infantil no computador de Arno. Ao menos 200 fotos foram consideradas de nível 4, que  tem cenas fortes de abuso sexual infantil e 17 em nível 5, que contem imagens de tortura e sadomasoquismo. Em sua defesa, Arno afirmou que baixou as imagens da internet apenas para passar o tempo e que estava envergonhado.
 
A decisão polêmica foi rechaçada pelos movimentos sociais que lutam defendem penas severas para abusadores sexuais infantis. Para a ONG Against Child Abuse, o direito do agressor não poderia ter sido colocado acima dos direitos das vítimas e que deveriam permanecer presas por um maior tempo possível.

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