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Decisão que condenou Nicolau dos Santos Neto só ocorreu após pressão do CNJ

Ex-juiz desvio mais de R$ 200 milhões de obra

 

A decisão que condenou os envolvidos no caso de desvio de verbas e superfaturamento da obra do Fórum Trabalhista de São Paulo só foi proferida depois da interferência do CNJ, que deu um prazo de 60 dias para que a ação fosse julgada.
 
O pedido para agilizar o julgamento foi proposto pelo Ministério Público Federal, que indicou que as duas ações civis públicas sobre o caso estavam na mão da juíza federal Elizabeth Leão, da 12ª Vara Federal, há cerca de oito anos.
 
Entre os condenados a devolver R$ 203 milhões ao patrimônio público (valores que serão atualizados na execução da sentença) estão o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, o senador cassado Luiz Estevão de Oliveira Neto, os empresários Fábio Monteiro de Barros Filho, José Eduardo Ferraz, Antônio Carlos da Gama e Silva, a Construtora Ikal Ltda., Incal Indústria e Comércio de Alumínio Ltda. e várias empresas vinculadas ao Grupo OK. Cabe recurso da decisão.

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