PM diz que vai entregar 13 áudios com conversas suspeitas
Pivô do escândalo que envolve o ministro do Esporte Orlando Silva, o policial militar João Dias foi nesta segunda-feira (24) à Superintendência da Polícia Federal em Brasília para apresentar supostas evidências que incriminariam o ministro e seus assessores. Dias afirmou que entregará 13 novos arquivos de áudios que não constam no processo e que incriminam assessores do alto escalão do ministério, diretamente relacionados a Orlando Silva. Segundo o PM, não há conversas gravadas do titular do Esporte, mas sim de pessoas próximas a ele.
O policial afirmou que a reunião realizada “na calada da noite” no Ministério do Esporte, que foi divulgada pela revista Veja, teve como objetivo parar a produção de documentos falsos que poderiam prejudicar o projeto com as ONGs. De acordo com ele, estes mesmos documentos falsos deram origem à Operação Shaolin, em 2010, na qual João Dias foi preso.
João Dias disse, ainda, acreditar que "a partir dessa semana, muitos donos de entidades passarão a vir aqui (Polícia Federal), até porque nenhum deles têm condições de aprovar as contas no Ministério do Esporte".
