Entenda as acusações feitas por PM contra o ministro Orlando Silva
O policial militar João Dias, a mulher dele, Ana Paula Oliveira de Faria, e outras cinco pessoas são réus em processo na 10ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, acusados de desvios de recursos públicos do Ministério do Esporte, repassados por meio do programa Segundo Tempo a duas ONGs pelas quais o policial é responsável. Foi o policial que proferiu as acusações feitas contra o ministro dos Esportes Orlando Silva, acusado de participar do mesmo esquema de corrupção ao qual respondem o policial e sua mulher.
Na ação, que tramita na 1ª Vara de Justiça Federal do Distrito Federal, a Procuradoria da República no DF pede que o casal seja condenado a devolver R$ 3.176.851,81 aos cofres públicos. Os procuradores chegaram a pedir o bloqueio dos bens, mas a Justiça negou.
As suspeitas começaram quando a Procuradoria verificou um aumento de patrimônio “anormal” do casal entre 2006 e 2008, justamente a época em que se verificaram o desvio dos recursos provenientes do Ministério dos Esportes. Além disso, segundo o Ministério Público, o casal teria passado duas academias de ginástica para o nome de outras duas pessoas com o objetivo de “não chamar atenção para o crescimento patrimonial”.
Em depoimento, o policial e a mulher negaram as acusações. No processo, consta que Dias alegou ter aumentando o patrimônio em razão do próprio pagamento como policial (estimado em R$ 44 mil por ano), do salário da mulher no Ministério da Saúde (calculado em R$ 47 mil por ano), somado a quantias não declaradas à Receita, provenientes de aulas e apresentações de kung-fu, além dos lucros de uma empresa que representariam R$ 75 mil. Ele conta que as duas academias foram construídas com R$ 170 mil reais emprestados por parentes, o que destoa do que afirma o MP, que alega que o valor de mercado dos dois estabelecimentos era de R$ 1,2 milhão de reais.
Em entrevista ao Jornal Nacional, Dias disse que as ONGs que ele comanda começaram a ser denunciadas depois que ele teria se recusado a participar do suposto esquema de desvio de verbas. Ele acusou o ministro, mas não apresentou provas.
