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Presidente da Apamagis critica Eliana Calmon

"Não se pode aceitar passivamente que a Justiça brasileira seja pisoteada numa busca insana por holofotes e frases histriônicas. Se há 'bandidos de toga', que eles sejam apontados e que, depois de um julgamento justo, sejam punidos." Essas foram as palavras do presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis), Paulo Dimas Mascaretti, em resposta às declarações da corregedora nacional de Justiça, a ministra Eliana Calmon, de que diminuir a competência do Conselho Nacional de Justiça é o "primeiro caminho para a impunidade da magistratura".

Em nota, Dimas também ressaltou que não é de hoje que as pessoas tentam desqualificar o trabalho dos juízes sem nenhum embasamento e, "no passado, o mantra reverberado era o de que, se criado um órgão de controle externo do Judiciário, seria aberta uma verdadeira 'caixa-preta', que revelaria incontáveis desvios de conduta de seus membros".

Apesar de estar causando um grande descontentamento nos magistrados, o CNJ é defendido por outros seguimentos do mundo jurídico, como pela Ordem dos Advogados (OAB), que inclusive já pediu participação no processo que julga a constitucionalidade das ações do CNJ como terceiro interessado (amicus curiae).

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