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Roberto Jefferson nega que haja crime no "mensalão"

Roberto Jefferson foi protagonista do "mensalão"
O episódio do mensalão ainda gera conseqüências para os envolvidos. O ex-deputado Roberto Jefferson, réu na Ação Penal 470 (que investiga, além do mensalão, o caso de lavagem de dinheiro e corrupção passiva), alegou que não há ilegalidade no recebimento de dinheiro entregue pelo Partido dos Trabalhadores. 

Um dos expoentes do caso, o ex-parlamentar foi quem denunciou na mídia a existência do esquema. Em sua defesa, afirma que a doação entre partidos políticos não é crime e esta ação está prevista na legislação eleitoral. Segundo a defesa, a Resolução 21.609/2004, em seu artigo 3º, parágrafo único, inciso I, considerou dinheiro em espécie como recurso. Além disso, cita a Resolução 20.987/2002, artigo 10, inciso IV, que indica doação de partido político como fonte de arrecadação. "Assim, os R$ 4 milhões pagos pelo PT, como parte do dito acordo, nada têm de irregular, dirá criminoso."

Desta forma, Roberto Jefferson admitiu o recebimento, junto com Emerson Palmieri, o primeiro-secretário do PTB, R$ 4 milhões pagos pelo empresário Marcos Valério, em duas parcelas. 

Baseado nas resoluções referidas acima, Jefferson acredita que será inocentado e não tem nada a ver com uma possível ilegalidade do dinheiro na origem – o PT. Mesmo assim, o advogado sustenta que não pode presumir que o dinheiro seja de fonte ilícita, já que a própria acusação já disse que a origem da verba "ainda não foi identificada". "Não se trata, portanto, como dito na denúncia, de propina. É recurso lícito, fonte de arrecadação prevista em lei e destinada à eleição municipal de 2004", diz a petição.

A defesa alega ainda que uma doação entre PT e PTB não é suspeita, uma vez que desde 2002 ambos participam da mesma bancada aliada na Câmara dos Deputados e no Senado.

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