Interpol entra na caça à Kadafi
O Tribunal Penal Internacional (TPI) ganhou o apoio da Interpol na caça por Muammar Kadafi, por seu filho Saif Al-Islam Kadafi e o chefe de inteligência do país, Abdullah Al-Senussi. A Polícia Internacional decidiu dar alcance mundial ao mandado de prisão expedido pela corte contra o ditador da Líbia.
O mandado red notice, que permite que o mandado de prisão do TPI seja espalhado pelo mundo, prevê, também, uma colaboração entre a Polícia Internacional e as Polícias Nacionais. O pedido de contribuição foi feito pelo procurador-chefe do TPI, o espanhol Luis Moreno Ocampo.
O Tribunal Penal Internacional determinou a prisão de Kadafi e seu filho no final de junho. A cooperação da Interpol é fundamental para o que o TPI, que não tem polícia própria e depende da colaboração dos outros países, consiga exercer suas funções nesse caso concreto. A corte também não pode julgar ninguém à revelia. Ou seja, enquanto os acusados não forem presos, os processos ficam paralisados.
Ocampo investiga crimes de guerra no país árabe desde o começo do ano, por pedido da Organização das Nações Unidas (ONU). A Líbia não é signatária do Estatuto de Roma, que criou o TPI. Conflitos no seu território inicialmente não seriam da competência da corte. No entanto, o tribunal pode interferir em países não signatários desde que seja a pedido do Conselho da ONU.
