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Juiz fala sobre como é viver ameaçado de morte

O magistrado Carlos Eduardo Ribeiro Lemos, de 43 anos afirmou que “faria tudo de novo. Mas, se eu te disser que não tenho medo, estarei mentindo. Ninguém quer ser um herói morto". Ele teve um colega assassinado em 2003, o juiz Alexandre Martins de Castro Filho.

Ele explicou em uma entrevista ao “O Estado de S. Paulo” como um ambiente tenso e uma rotina com base em restrições podem afetar a família de um juiz ameaçado de morte. Seu filho caçula não sabe como é a vida sem um segurança próximo. Os filhos do juiz, de 13 e 10 anos não saem sozinhos. Eles estão sempre acompanhados de seguranças. Sua família só pode viajar junta se houve policiais acompanhando.

Depois de vários pedidos de sua família, Carlos Eduardo Ribeiro tentou deixar sua função, mas nenhum outro juiz aceitou substituí-lo. "O mesmo grupo que matou o Alexandre continua me enviando ameaças e elaborando planos para me assassinar. Já tentaram sequestrar a minha mulher na porta do prédio e a vida da minha família é toda limitada”, afirmou.

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