MPF move ação contra Igreja
O Ministério Público Federal (MPF) no Ceará ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, e a Associação Bíblica e Cultural de Fortaleza, que respectivamente representantes da Igreja no Brasil e no Ceará. Tal se deu em razão de um suposto caso de intolerância praticado contra um membro afastado da Testemunhas de Jeová.
O Parquet pretende que não mais haja práticas de discriminação contra pessoas que venham a ser afastadas ou se afastem da Igreja. Pede-se, de tal forma, uma multa no valor total de R$ 10 mil por cada ato discriminatório identificado. De acordo com o MPF, a prática que supostamente foi perpetrada pela Igreja é uma ostensiva e intolerável discriminação de cunho religioso, de modo a ir de encontro aos princípios constitucionais da igualdade, dignidade da pessoa humana, solidariedade, liberdade de associação e liberdade de crença e consciência.
O órgão recebeu a denúncia de um servidor público federal de 53 anos, Sebastião Ramos. Depois de ser ligado à Igreja por 10 anos, ele terminou sendo afastado depois de considerarem que ele desobedeceu uma das normas da religião.
