Associações de magistrados defendem ida de Toffoli à Itália

Duas das principais associações de magistrados brasileiros tentaram defender o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) José Antonio Dias Toffoli, alegando que um juiz apenas necessita declarar-se suspeito no julgamento de uma causa se for amigo íntimo das partes, mas não de seus advogados. Foi noticiado em diversos veículos de comunicação que o ministro Toffoli houvera faltado a 4 sessões do Tribunal para fazer parte do casamento do advogado criminalista Roberto Podval, que ocorreu na ilha de Capri, na Itália.
Foi oferecido aos convidados, pelos noivos, dois dias de hospedagem no local. Não foi revelado pelo ministro do Supremo quem fez o pagamento do hotel cinco estrelas em que se hospedou ou do deslocamento ao país. Ele apenas informou não ter recebido qualquer ajuda da Corte, alegando que custeou suas próprias passagens. "Os casos de suspeição previstos em lei são referentes apenas a relação de amizade íntima ou inimizade capital entre o magistrado e a parte e jamais em relação ao advogado", afirmou, em nota, Gabriel Wedy, presidente da Ajufe.
"O caso não tem essa gravidade. Juízes, promotores e advogados convivem a vida toda", ressaltou Nelson Calandra, da Associação dos Magistrados Brasileiros. No Supremo, Toffoli é o relator de dois processos nos quais Podval é advogado. O ministro do STF, por meio de sua assessoria, afirmou não ser amigo íntimo de Podval. Informações da Espaço Vital.
