Sarney pretende revisar Estatuto do Desarmamento
Após o massacre de Realengo na cidade do Rio de Janeiro, as pessoas vem questionando a comercialização de armas no país. De tal forma, José Sarney, presidente do Senado, afirmou nesta segunda-feira (11) que irá submeter às lideranças partidárias, uma proposta para a elaboração de lei que revise o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003). O presidente do Senado ainda afirmou sobre a possibilidade de um novo referendo para tratar da questão.
Nesta última quinta-feira (7), Wadih Damous, presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, defendeu a discussão a respeito do desarmamento. Em reunião do plenário do Conselho Federal da Ordem, neste domingo (10), Wadih sugeriu um minuto de silêncio pelas vítimas do massacre e reiterou sua posição a favor da proibição da venda de armas de fogo.
"Desde o princípio, tenho dito a vocês que acho possível e acho que temos que tomar uma iniciativa nesse sentido. Vou tratar disso na próxima reunião com os líderes dos partidos para ver se nós imediatamente temos condições de votar uma lei modificando o que foi decidido no referendo, e fazendo um novo referendo", explicitou José Sarney. No ano de 2005, um contingente de mais de 60% da população brasileira foi contra a proibição do comércio de armas de fogo e munição no Brasil. "O Rui Barbosa dizia que só quem não muda são as pedras. O que não se deve é mudar do bem para o mal e do mal para o pior. Nós estamos mudando do mal para o bem, de maneira que eu acho que a população vai ser sensível", ressaltou o parlamentar.
