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Bancada evangélica resiste às propostas de Jean Wyllys

Por Victor Carvalho

Em Brasília, a briga pelos direitos da sociedade homoafetiva continua em andamento. O principal embate é entre os defensores dos direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e a bancada evangélica. Com a declaração de Jean Wyllys (PSOL) e a volta da senado Marta Suplicy (PT-SP), a "briga" se torna mais acirrada. O ex-BBB, foi à tribuna da Câmara e apresentando-se como o primeiro deputado homossexual, afirmou que irá fazer a coleta de assinaturas para a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para permitir o casamento gay.

Nesta última quinta-feira (3), a frente parlamentar evangélica criou uma estratégia unindo os 72 parlamentares da Câmara e 3 Senadores. Encontrava-se como ponto de pauta justamente os projetos em tramitação na câmara que são contra o que a bancada vem a defender. Já aprovado na Câmara, mas esperando votação do Senado, os evangélicos tentam combater o projeto que criminaliza a homofobia. A sua relatora, Marta Suplicy já desarquivou o projeto e deve encaminhá-lo para votação em breve.

O deputado João Campos (PSDB-GO) afirmou que tal projeto fere a liberdade de expressão, já que não se pode impedir que pastores e evangélicos digam que homossexualismo é pecado, pois é um dos princípios que esse grupo defende e tal se encontra na Bíblia. Jean Wyllys afirmou que não deseja ter a bancada evangélica como seus inimigos. A senadora Marta Suplicy ressaltou que a iniciativa do ex-BBB é corajosa e provocadora de uma discussão necessária. Informações de O Globo.

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