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MPF pede anulação de concurso da Aeronáutica para padre e pastor

Por Rafael Albuquerque

O Ministério Público Federal no Distrito Federal entrou com ação na Justiça para anular o concurso público da Aeronáutica para contratação de autoridades religiosas. A ação pretende também proibir o lançamento de novos concursos para o cargo em quaisquer das forças militares. De acordo com o site Espaço Vital, o MPF alega que a seleção fere o princípio constitucional da laicidade do Estado e gera discriminação.


Lançado em agosto deste ano, o edital para Exame de Admissão ao Estágio de Instrução e Adaptação para Capelães da Aeronáutica do ano de 2010 (IE/EA EIAC 2011) pretende selecionar três padres católicos e um pastor evangélico, com salário de cerca de R$ 4.590 por mês, para prestação de assistência religiosa aos militares. O concurso está amparado pela Lei n. 6.923/81, que dispõe sobre o serviço de assistência religiosa nas Forças Armadas.


Na ação, a procuradora da República Luciana Loureiro Oliveira explica que contratar, com recursos públicos, pastores, sacerdotes, pais-de-santo, monges ou orientadores espirituais de qualquer religião para prestar assistência religiosa a determinados funcionários públicos vai contra o princípio da laicidade estatal, o que torna a seleção absolutamente inconstitucional.


De acordo com o MPF, a procuradora Luciana Loureiro sustenta que “a laicidade, em síntese, não impede que o Estado receba a colaboração de igrejas e instituições religiosas voltadas à promoção do interesse público, mas veda, sim, qualquer tipo de favorecimento ou de discriminação no âmbito dessas relações”. Segundo ela, tal privilégio segrega seguidores de outras religiões minoritárias, gerando preconceito e inibindo os não católicos e não evangélicos de entrarem nas Forças Armadas.

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