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Criança é disputada na Justiça

A Mãe brasileira e pai norte-americano brigam na Justiça pela guarda da filha de dois anos. Ela mora em Araranguá e corre contra o tempo para reverter a decisão da Justiça Federal brasileira, que no último dia 17 concedeu a guarda da menina ao pai biológico, que tem 24 anos. Pai e filha estariam em um hotel em Criciúma sob vigilância da Polícia Federal. Eles voltarão aos EUA no início de outubro.

A mãe e o atual marido protocolaram uma apelação no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, mas se o recurso não for julgado favorável até o encerramento do período de 15 dias para adaptação da criança com o pai, conforme determina a sentença, a recuperação da guarda da filha pode se transformar em numa longa batalha jurídica nos tribunais dos dois países.
 
A disputa começou em 2008 quando a mãe, nascida em Brasília (DF) e moradora dos EUA desde os três anos, deu à luz a criança na cidade de Cary, na Carolina do Norte. O pai biológico é o ex-namorado. O casal teria vivido junto semanas antes do parto, mas a brasileira resolveu voltar para a casa da mãe no Brasil.
 
Semanas após o nascimento da criança, a brasileira se casou com um operário de Criciúma. Os dois vieram para Araranguá, onde moram. Na época, o registro de nascimento da menina só tinha o nome da mãe que, chegando ao Brasil, fez um novo documento, com o padrasto, que assumiu a paternidade.
 
Em 2009 o pai biológico conseguiu a guarda provisória da criança nos EUA e, com isso, fez o registro dela em seu nome. A busca pela filha continuou no Brasil e, no último dia 17, o juiz Germano Alberto Filho, da 2ª Vara da Justiça Federal de Criciúma, concedeu a guarda ao americano.
 
Como o magistrado está de mudança para Toledo (PR) e a Justiça Federal não informa os contatos ou telefones, não foi possível falar com ele para comentar a decisão. A sentença determina que pai e filha fiquem 15 dias no Brasil para um período de adaptação.

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