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Tuma Jr. vai à Justiça para anular provas da Polícia Federal

Por Rafael Albuquerque

 


O ex-secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Jr., demitido nesta segunda-feira (14) por suspeitas de ligações com contrabandista, vai à Justiça para anular provas da Polícia Federal que considera ilícitas. Uma dessas provas são os e-mails que a PF copiou do computador do ex-secretário no Ministério da Justiça sem autorização judicial. A PF obteve apenas a autorização do ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Na avaliação inicial da polícia, o computador pertencia ao ministério e, portanto, não precisaria do aval da Justiça para fazer cópias.

Além do computador do ex-secretário, a PF recolheu dados de dois auxiliares dele: Luciano Pestana Barbosa, diretor do Departamento de Estrangeiros do ministério, e de Paulo Guilherme Mello, assessor em São Paulo. "A Justiça foi enganada, foi induzida ao erro pela PF", disse Tuma Jr. Na Operação Trovão, de 2008, a PF já havia pedido a quebra do sigilo dos e-mails de Paulo Guilherme, mas a Justiça negara, ainda segundo Tuma Jr. A PF diz ter pedido autorização à 3ª Vara Federal de São Paulo três dias antes da coleta, mas não há decisão ainda. Os arquivos só serão abertos com aval da Justiça, segundo a polícia.
Com informações da Folha

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