Justiça pode interditar cadeia de Eunápolis
A situação cadeia de Eunápolis é semelhante à que levou a Justiça criminal de Juazeiro, no norte baiano, e a de Ilhéus, no sul, a pedirem a interdição das respectivas cadeias públicas. A Vigilância Sanitária já qualificou como insalubre em laudo enviado à Vara Crime da cidade, no extremo sul da Bahia. Lá estão amontoados 55 detentos – oito mulheres –, que não têm acesso a água encanada nem energia e com alimentação precária.
Do total, 28 presos dormem em duas celas construídas, cada uma, para quatro pessoas. Isto porque essas duas celas foram as únicas reformadas, das nove existentes, após rebelião de presos no dia 1º de janeiro, quando a carceragem foi destruída. O resultado ocorre agora: 19 presos vivem no pátio da carceragem, expostos ao sol e à chuva. Ali, dormem e comem.
O juiz Otaviano Andrade Sobrinho, titular da Vara Crime de Eunápolis, afirmou que vai pedir também a interdição ainda este mês. Está dependendo apenas de uma visita que ele fará ainda esta semana, prevista para quinta ou sexta-feira. Foi Sobrinho quem pediu que a Vigilância Sanitária local fizesse um laudo sobre a cadeia. O mesmo pedido foi feito ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), que, segundo o juiz, não quis se envolver neste assunto. “Vou fazer essa última visita só para constatar. E ainda este mês peço a interdição, não há condições de ninguém ficar ali”, disse.
Com informações do A Tarde
