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Para o novo presidente do STF, é inevitável a redução das férias dos juízes

Por Rafael Albuquerque


O novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cesar Peluso, que assume para um mandato de 2 anos a partir de 23 de abril, já deu declarações polêmicas. Em entrevista à Folha, ele afirmou que é inevitável reduzir férias de juízes de 60 para 30 dias, apesar de, pessoalmente, defender a prerrogativa. "Politicamente para o Supremo não convém entrar em batalhas perdidas", afirmou.

A despeito de admitir o fim do privilégio, o pensamento de Peluso tende em geral para o lado conservador do espectro político. No que diz respeito à transparência, o ministro acha que o acesso a processos judiciais em formato digital, já presente em várias instâncias, deve ser facilitado apenas às partes envolvidas e à imprensa.

Há quem afirme que a eleição de Peluso, de estilo mais discreto e voltado para a corporação do que Mendes, significa mudança de perfil da mais alta corte do país. O magistrado tem temperamento mais introspectivo e com atuação voltada a assuntos do Judiciário.

Peluso também falou sobre a quantidade de juízes n país: “O número de juízes por habitante no Brasil é um dos mais baixos do mundo. Seria necessário, no mínimo, dobrar o número de juízes. Mas há número de pessoas preparadas para assumir esses cargos todos?”.

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