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Escolha de Wagner por 3º colocado divide MP-BA


Promotor teria garantido na eleição que seria escolhido por Wagner


O promotor de Justiça Wellington Lima e Silva, escolhido pelo governador Jaques Wagner (PT) para ser o novo chefe do Ministério Público da Bahia (MP-BA), não encontra entre seus pares um clima favorável à sua vitória. A decisão do governador contrariou a pressão feita pela Associação Nacional de Membros do Ministério Público (Conamp) para que fosse nomeado o 1º colocado da eleição interna para o cargo. Desta eleição saiu a lista tríplice com os nomes de Norma Angélica Reis Cardoso Cavalcanti, que recebeu 287 votos, Olímpio Coelho Campinho Júnior, que obteve 229, e Wellington César Lima e Silva, 140. “A conduta do governador da Bahia contrariou a democracia e prejudicará, também, o Ministério Público deste Estado”, comentou o presidente da entidade, José Carlos Cosenzo, em entrevista ao Jornal A Tarde. Segundo ele, durante a campanha Wellington afirmara que uma vez na lista tríplice, sua indicação pelo governador estaria garantida. “Com um posicionamento como este, o então candidato coloca o próprio governador em uma situação ruim e prejudica a credibilidade do Ministério Público”, alertou. Com toda a polêmica em torno da escolha, a Conamp assegura que estará atenta à gestão do novo procurador-chefe. “Se houver menor deslize, representaremos contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público”, afirmou. Norma é vice-presidente da Conamp.  O governo do Estado preferiu não comentar o caso e reiterou que foi exercida a prerrogativa constitucional do governador, que pode escolher qualquer nome entre os três mais votados na eleição.

 

Se a Associação Nacional de Membros do Ministério Público (Conamp) põe fogo na polêmica escolha de Wellington Lima e Silva para o novo chefe do Ministério Público da Bahia (MP-BA), a na Bahia, a reação contra a escolha do procurador-chefe foi mais discreta. O presidente da Associação do Ministério Público da Bahia, Jânio Braga, disse que, apesar de defender a escolha democrática, pregou a união para garantir a boa administração do procurador escolhido. “A escolha do governador é constitucional, a nomeação do doutor Wellington é um fato e, agora, cabe a nós preservarmos o bom funcionamento da instituição”, disse. Para os servidores, a escolha do procurador-geral representa a mudança administrativa. Os servidores do MP, que não possuem poder de voto para a formação da lista tríplice, não possuem restrições ao nome de Wellington. Ao contrário, ao Sindicato dos Servidores do Ministério Público da Bahia (Sindsemp), não agradaria a nomeação apenas de Norma Angélica, a mais votada. Segundo o presidente da entidade, Jairo Cruz Gomes, os servidores discordavam das propostas apresentadas pela procuradora. “Defendemos a redução das pessoas contratadas nos 328 cargos de comissão”, destacou Gomes. Informações do A Tarde.

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