RJ: Justiça nega liminar a mulher acusada de matar marido em prédio de luxo
A Justiça do Rio negou um pedido de liminar para suspender o mandado de prisão contra a publicitária Alessandra Ramalho D'avila Nunes, acusada de matar o marido em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. A acusada está foragida desde o último dia 13 de junho, quando o empresário Renato Biasoto Mano Júnior, de 52 anos, foi ferido a facadas no peito e no rosto dentro de seu apartamento. Ele ainda tentou buscar socorro, mas morreu no saguão do edifício.
O desembargador José Augusto de Araújo Neto, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), rejeitou a liminar por considerar que a suspensão da prisão preventiva é o próprio objeto do pedido de habeas corpus, que deve ser julgado pelo colegiado do Tribunal, não por decisão individual. Araújo Neto argumentou que se suspendesse o decreto do juiz Sidney Rosa, do 3º Tribunal do Júri da capital, ocorreria a "usurpação da competência do órgão coletivo, proibida ao relator".
Alessandra Nunes foi denunciada pelo Ministério Público pelo crime de homicídio simples, previsto no artigo 121, caput, do Código Penal. Ela teria admitido, por meio de seu advogado, que matou o marido depois de uma violenta discussão. Segundo Mário de Oliveira Júnior, Alessandra foi agredida pelo marido e o esfaqueou em legítima defesa, para que ele não agredisse o filho do casal, de 5 anos de idade.
