DF: Ministério Público tenta impedir que deputados suspeitos analisem caso Arruda
Se depender do Ministério Público do Distrito Federal, os oito deputados distritais suspeitos de envolvimento no escândalo de corrupção que atinge o governo do DF podem ser impedidos de participar da análise dos três pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido) na Câmara Legislativa.
O Ministério Público protocolou uma ação civil pública no Tribunal de Justiça local solicitando que esses parlamentares sejam considerados suspeitos e que os suplentes assumam os mandatos durante a tramitação dos pedidos de afastamento de Arruda. Dos oito distritais acusados de participação no esquema de arrecadação e pagamento de propina, a deputada Eurides Brito (PMDB) garantiu uma vaga na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. A comissão é a primeira instância responsável por avaliar os pedidos de impeachment.
O afastamento dos distritais será decidido pelo juiz Vinícius Santos Silva, que recebeu ontem do Ministério Público cópia do inquérito do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que investiga Arruda, secretários de governo, distritais e empresários. O juiz ainda determinou um prazo de 72 horas para que a Mesa Diretora da Câmara local apresente esclarecimentos sobre a participação dos deputados.
A ação do Ministério Público, assinada pela promotora Maria Rosinete de Oliveira Lima, envolve os deputados Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito, Júnior Brunelli (PSC), Leonardo Prudente (sem partido), Rogério Ulysses (sem partido), Rôney Nemer (PMDB), além dos suplentes Berinaldo Pontes (PP) e Pedro do Ovo (PRP), que são citados no inquérito.
