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Professor universitário de Itabuna denuncia ameaça de aluno. Estudante teria apoio de promotora

Por Rafael Albuquerque

Um professor universitário de Itabuna denuncia a forma promiscua como é tratado o exercício do magistério na cidade. O de Direito Constitucional Prof. Msc. Belcorígenes de Souza Sampaio Júnior (OAB-Ba. 15567) afirmou se encontrar “acossado por um aluno desdenhoso da sagrada vocação do magistério a ‘exigir’ com dedo em riste aprovação na disciplina, sob pena de sofrer os rigores da particular vingança, que a sua condição ‘trombeteada’ de ‘marido de promotora de justiça’ parece lhe conferir”. O professor está levando as ameaças a sério, “principalmente após ser alertado por pessoas ligadas ao nefasto traficante de influências, de que outros membros do MP baiano da minha cidade começam a articular uma estratégia de retaliação ao professor que ‘ousou’ auferir uma nota abaixo da média a um agregado, ‘por parentesco’, do Ministério Público baiano”.

Belcorígenes diz ter sido aconselhado a não procurar a polícia e nem citar os nomes dos envolvidos. “Temo pela minha vida, da minha esposa (também professora de direito) e da minha filha que se prepara para ingressar na faculdade de direito, e tragicamente está sendo apresentada ao ‘avesso’ do que Aristóteles nos ensinou sobre a sublime virtude da justiça”. E foi além: “Como filho da Bahia, hoje eu me envergonho; Como filho de policial militar aposentado com honras, hoje eu me envergonho; Como membro de uma família de juristas, hoje eu me envergonho; Como professor e Mestre, hoje eu me envergonho; Como integrante da briosa comissão de direitos humanos da OAB-Ba, hoje eu me envergonho: Como intransigente defensor do Constituição Federal e do seu art. 206 caput e inciso II, hoje eu me envergonho”.

Mesmo com medo, o professor universitário afirmou que vai continuar exercendo a profissão: “Não vou me esconder, não vou recuar, não vou ceder às ameaças dos loucos. Vou ministrar as minhas aulas e aplicar as minhas provas, (apesar de ter sido aconselhado a não ministrar e nem corrigir as provas do referido “marido da promotora”). A Deus pertence a minha vida e destino. Porém confesso que estou triste, confuso e receoso. A minha maior frustração, contudo, e com a minha abandonada e ‘pobre’ Bahia, que como muitas vezes como um ‘sepulcro caiado’ é linda quando vista por fora, porém suja quando vista por dentro”. Sem o intuito de fazer generalizações, o professor, por um questão de justiça, ressaltou que conhece vários promotores, policiais e delegados de polícia da Bahia que honram as casas a que pertencem.

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