Candidato a conselheiro ressalta que chapa de Roque Aras tem “a verdadeira candidatura de oposição”
O advogado Carlos Eduardo Sodré, candidato a conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, pela Bahia, concorrendo pela chapa 80 - a nova ordem, encabeçada pelo advogado Roque Aras, justificou em entrevista à Coluna Justiça sua participação no pleito dizendo fazê-lo “para que não sonegue a minha contribuição à restauração do prestígio da OAB que, sempre se constituiu num bastião de resistência democrática, em carro-chefe da condução das grandes lutas da sociedade e do povo brasileiro e de encaminhamento das grandes aspirações nacionais, tornando-se, por sua credibilidade, ao longo da história, tão amada e respeitada, tendo representado tantas vezes a última instância à qual, a Nação tem recorrido para buscar exorcizar os males que contaminam o nosso organismo social”.
Caros Eduardo Sodré manifestou, ainda, a sua grave preocupação com o atual momento brasileiro e da OAB, destacando, quanto a esta, o seu receio de que a crise por que ora atravessa não seja apenas o que chama de “crise da fadiga das instituições as quais, após um certo tempo de vida, começam a perder tonnus e identidade e se afastar de seus propósitos e deveres, mas a contaminação que a degeneração dos costumes e a derrogação dos valores morais e éticos, invertidos e subvertidos, que vai grassando no âmago da sociedade, possa também estar atingindo perigosa e quiçá irremediavelmente a nossa sagrada instituição”.
Confessando-se exigente, desde sempre, quanto aos rigores da ética e da moralidade, lembra que, em seus tempos acadêmicos, “os estudantes de direito recebiam diárias lições de ética”, mas acredita que “a ética jurídica nem precisa ser uma matéria curricular nas faculdades pois basta que os mestres preguem-na em suas aulas e o advogado herde bons princípios ético-morais de sua família, o jovem ingressará na vida profissional suficientemente preparado para atuar dignamente”. Quanto à campanha eleitoral da OAB e o resultado da eleição, a análise de Carlos Eduardo Sodré é a de que “só vai se surpreender quem ficar dominado pela cegueira da paixão ou de interesses pessoais”.
